Governo do Distrito Federal
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18/09/20 às 9h00 - Atualizado em 18/09/20 às 9h05

GDF lança ação para incentivar o empreendedorismo feminino

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Imagine mulheres transformando o conhecimento técnico em alguma área específica em renda. Imagine um curso, direcionado apenas para mulheres, onde elas poderão capacitar e ser capacitadas para encarar o mercado de trabalho. Imagine, agora, que 40 mulheres poderão se inscrever, a partir de hoje (18), para oferecer oficinas e ensinar um ofício a outras mulheres. Imaginou? Pois o projeto Mulheres Hipercriativas, lançado nessa quinta-feira (17) pelo Governo do Distrito Federal (GDF), transformará tudo isso em realidade.

 

Neste primeiro momento, por meio de uma seleção onde as inscrições já estão abertas, o projeto – que tem como embaixadora a secretária de Desenvolvimento Social e primeira-dama do DF, Mayara Noronha Rocha – escolherá 40 professoras-facilitadoras que serão remuneradas com valores entre R$ 2,5 mil até R$ 10 mil para ministrarem oficinas para outras mulheres.

 

Para se inscrever, elas precisam ter habilidades profissionais em áreas de economia criativa, que vão desde comunicação (publicidade, marketing, multimídia, organização de eventos) a oficinas de moda, gastronomia, design gráfico e de produtos, além de gestão empreendedora. As melhores propostas serão selecionadas e todas receberão apoio e capacitação para gravarem vídeo-aulas e aplicarem o conteúdo de maneira adequada. O edital está aberto até o dia 19 de outubro.

 

Já a segunda fase do projeto contemplará 4 mil mulheres que se inscrevam para fazer os cursos – que serão on-line e terão três fases: as aulas gravadas pelas professoras, a parte interativa e o recebimento de material de apoio. “É um projeto que tem como objetivo levar o empoderamento e despertar a liderança feminina em um momento de pandemia, para mostrar que quando nos deparamos com crises é que não podemos ter medo e buscar a inovação”, afirmou Mayara Noronha.

 

Projeto chega para tentar minimizar efeitos da crise

A expectativa da Secretaria da Mulher do DF e da Organização dos Estados Ibero-Americanos (OEI) – idealizadores do Mulheres Hipercriativas – é que cerca de 16 mil pessoas sejam beneficiadas, diretamente e indiretamente, pelas oficinas. “Essas 4 mil mulheres trazem consigo, pelo menos, mais quatro pessoas da família. É uma grande oportunidade de reforçar a economia criativa, responsável pela geração de renda, oportunidades e emprego para tantas pessoas no Brasil, além de promover a formação e o empreendedorismo”, explicou o diretor e chefe da representação da OEI no Brasil, Raphael Callou.

 

Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), as mulheres foram as mais prejudicadas com a crise provocada pela pandemia do novo coronavírus. Neste período, mais de 7 milhões delas sofrem com o desemprego. O projeto chega para tentar minimizar os efeitos devastadores deste momento no universo feminino. “Elas me procuram e demonstram muita preocupação e sabemos que grande parte delas são chefes de família”, acrescentou a primeira-dama do DF.

 

“Falar de um projeto como este me traz muita responsabilidade, mas hoje sou um ator coadjuvante neste ato de lançamento do Mulheres Hipercriativas. As figuras principais são elas”, ressaltou o vice-governador Paco Britto. “Porém, no DF, vemos a oportunidade para que mulheres desenvolvam suas competências e expandam seus negócios, fortalecendo o empreendedorismo feminino por meio da economia criativa”, acrescentou.

 

Todas as informações para se inscrever no projeto e apresentar proposta de oficina podem ser consultadas no site.

 

* Fonte: Agência Brasília/ Foto: Renato Alves/Agência Brasília