Governo do Distrito Federal
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15/04/20 às 14h59 - Atualizado em 15/04/20 às 14h59

Produtores rurais ganham linha de crédito emergencial

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Medidas econômicas publicadas no Diário Oficial da União (DOU) liberaram linhas de crédito emergenciais para pequenos e médios agricultores que tiveram a comercialização afetada pela pandemia do coronavírus. Aprovadas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) na quarta-feira (8), as medidas atendem solicitação do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

 

Para a agricultura familiar, a linha de crédito emergencial é para o custeio das atividades de plantio de frutas e hortaliças, apicultura, bovinocultura de leite, piscicultura, aquicultura, ovinocultura, caprinocultura, floricultura, além de ervas medicinais, culturas com base agroecológica e exploração extrativista ecologicamente sustentável.

 

Cada agricultor pode financiar até o limite de R$ 20 mil. As taxas de juros serão de 4,6% ao ano, com um ano de carência e mais dois anos de pagamento, totalizando um prazo de três anos.

 

Para médios produtores, será possível financiar até o limite de R$ 40 mil por produtor, com juros de 6% ao ano, com o mesmo prazo de pagamento de 3 anos, incluída a carência. 

 

Ambos terão até o dia 30 de junho para contratar essas linhas de crédito.

 

Como acessar as linhas de crédito

Para acessar a linha de crédito da agricultura familiar, é necessário que o agricultor tenha ativa a Declaração de Aptidão ao Pronaf (DAP). 

 

Também é preciso apresentar um projeto para a utilização do crédito de custeio agrícola e pecuário que, de acordo com a portaria nº 4.801 do Banco Central, pode incluir até 40% do valor para manutenção do beneficiário e da família.

 

As cooperativas de agricultores familiares prejudicadas pela pandemia também terão um auxílio. Elas poderão contratar até o dia 30 de junho o financiamento para Garantia de Preços ao Produtor (FGPP) com juros de 6% ao ano. O limite do crédito é de R$ 65 milhões e o prazo para pagamento é de 240 dias.

 

Para acesso a esses benefícios, a cooperativa também precisa ter a DAP ativa. Para os demais beneficiários que não possuem a DAP, as condições são as mesmas – exceto pelos juros, que ficam em 8% ao ano.

 

* Fonte: Agência Brasília/ Foto: Gabriel Jabur/Agência Brasília