Governo do Distrito Federal
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1/09/20 às 10h52 - Atualizado em 1/09/20 às 13h41

Quase R$ 100 milhões investidos nas Áreas de Desenvolvimento Econômico

O Governo do Distrito Federal (GDF) aposta nas Áreas de Desenvolvimento Econômico (ADE) para gerar emprego e renda e atrair novos negócios para a capital federal. A aposta tem dado resultado: R$ 99,7 milhões em investimentos e projeção de pelo menos dois mil empregos gerados.

 

Esses investimentos nas ADEs – três em Ceilândia, uma em Santa Maria e uma no Gama – são resultado do empréstimo de 71 milhões de dólares feito pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), com contrapartida de 30% do GDF naquele total. Esse valor tem permitido obras de pavimentação, drenagem, ciclovia, estacionamento, subestação de energia, paisagismo e praças. Todas são necessárias para que as cidades se desenvolvam e possam abrigar empresas de pequeno, médio e grande porte, como já tem ocorrido.

 

A instalação de pelo menos cinco grandes grupos no Polo JK, em Santa Maria, é fruto desse trabalho. Juntas, a União Química, a EMS Indústria Farmacêutica, a Nova Amazonas, a Mafra e a Bimbo gerarão 1.960 empregos.

 

“As ADEs são áreas de descentralização importantes porque levam às regiões administrativas espaços, equipamentos e possibilidades para que empreendedores possam ali instalar suas plantas empresariais, com os cuidados do GDF. Notadamente, elas são instrumentos de incentivo do GDF para atrair investimentos e melhorar a infraestrutura para quem já está instalado ali”, destaca o secretário de Desenvolvimento Econômico, José Eduardo Pereira.

 

As obras transformaram a paisagem da ADE de Ceilândia, por exemplo, onde está em andamento a construção de ciclovias e praças e a pavimentação asfáltica. No Gama, a população aguardou por 20 anos a chegada da drenagem e da pavimentação asfáltica para o desenvolvimento do Setor de Múltiplas Atividades (SMA), chamado carinhosamente de AMA do Gama. Já em Santa Maria, a conclusão da subestação de energia do Polo JK permitirá o desenvolvimento real da região, onde empresas funcionam até hoje com geradores a diesel.

 

Ceilândia

Ceilândia lidera os investimentos, com R$ 51,6 milhões. Por lá estão em fase final as obras de urbanização e de mobilidade urbana da ADE Materiais de Construção, além da execução da pavimentação asfáltica e da rede de drenagem de águas pluviais do Setor de Indústria. O mesmo ocorre com a construção das praças nas ADEs Setor de Materiais de Construção e Setor de Indústria.

 

O que está sendo feito:

 

→ Complementação da urbanização e mobilidade urbana da ADE Materiais de Construção;

 

→ Execução de pavimentação asfáltica no Setor de Indústria;

 

→ Execução de rede de drenagem de águas pluviais da ADE Setor de Indústria;

 

→ Complementação da urbanização e mobilidade urbana da ADE Setor de Indústria; e

 

→ Obras das praças nas ADEs Setor de Materiais de construção e Setor de Indústria.

 

Gama

No Gama, o sistema de drenagem e pavimentação da ADE deverá ser concluído até dezembro de 2020. A obra, com investimento de R$ 3,9 milhões, ultrapassou os 50% de execução, mesmo em meio à pandemia causada pelo novo coronavírus.

 

Além da drenagem e pavimentação, a ADE receberá outras obras, como a instalação de iluminação pública e ampliação de rede de esgoto. Ao todo, serão investidos R$ 2 milhões nesses novos investimentos.

 

O que está sendo feito:

 

→ Complementação de infraestrutura de drenagem e pavimentação asfáltica do SMA – AMA do Gama.

 

Santa Maria

Em Santa Maria, os investimentos giram em torno de R$ 44,2 milhões no Polo JK. Por lá, a subestação de energia já foi concluída. Serviços de drenagem, implantação de lagoas de amortecimento, pavimentação, urbanização e mobilidade urbana estão em andamento.

 

É no Polo JK que estão instaladas empresas como a União Química e a EMS Indústria Farmacêutica, bem como Nova Amazonas, Mafra e Bimbo.

 

A subestação de energia é importante porque oferecerá um tipo de energia específica para grandes plantas industriais, que é a de alta tensão, chamada de energia firme – mais estável que a utilizada para abastecer, por exemplo, as áreas residenciais.

 

O que está sendo feito:

 

→ Complementação da drenagem da 1º e 2º etapas da ADE Polo JK;

 

→ Implantação de lagoas de amortecimento;

 

→ Rede de interligação e lançamento final da ADE Polo JK;

 

→ Implantação da subestação da ADE Polo JK;

 

→ Complementação da pavimentação da 1ª e 2ª etapas da urbanização e mobilidade urbana da ADE Polo JK.

 

Procidades

Todas essas benfeitorias nas ADEs fazem parte do Programa de Desenvolvimento Econômico do Distrito Federal (Procidades), que tem como base quatro componentes: a parte de desenvolvimento institucional, com instrumentos e insumos para a secretaria gerir o Procidades, com funcionários, capacitação e computadores; o Plano Distrital de Atração de Investimentos (Pdai), que significa estudar o cenário e propor caminhos para o desenvolvimento econômico no Distrito Federal baseado em vocações; o desenvolvimento das empresas que estão localizadas nas ADEs; e, por fim, a cadeia produtiva.

 

* Fonte: Agência Brasília/ Foto: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília